Destino, escola, visto… dicas para ter sucesso no intercâmbio

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Fazer um intercâmbio para estudar no exterior pode se transformar em um pesadelo se algumas precauções não forem tomadas.
 
Confira dicas:
DESTINO
Praia, neve, verão, inverno… Há muitas opções de destinos (turísticos ou não) de intercâmbio. Agências especializadas possuem programas para o ano todo, porém é responsabilidade do estudante escolher a cidade, de acordo com suas preferências.
 
Luiza Vianna, gerente de produto da CI (Central de Intercâmbio), lembra que um destino que é bacana para um amigo pode não ser para outro. “Não adianta eu sonhar com uma cidade como Sydney se gosto mais de cultura, de história, pode haver uma frustração. Uma consultoria é necessária desde os primeiros passos da viagem.”
 
ESCOLA
A escola pode ser contratada diretamente pelo estudante sem intermédio de uma agência. É imprescindível que ela tenha a certificação das entidades que fiscalizam o ensino de idiomas daquele país. Geralmente este tipo de informação está disponível no site.
 
“Assim como o aluno no Brasil não estudaria numa universidade sem reconhecimento do MEC,  não dá para estudar idioma no exterior em escolas sem esta certificação”, diz Luciano Timm, diretor de relações com o mercado da agência EF (Education First).
 
O preço é um alerta. Se o curso for muito barato e a escola muito pequena, pode ser arriscado, segundo Luiza Vianna, da CI. “Existem muitos órgãos internacionais que certificam a escola, mas às vezes não garantem sua saúde financeira. Há houve problemas na Irlanda e na Inglaterra, por exemplo, que tiveram boom de escolas muito baratas que acabaram fechando.”
 
VISTO
Alguns países exigem a emissão de visto. Escola ou agência podem orientar e respaldar o estudante com a documentação necessária neste processo. Para não ter estresse, o aluno precisa ser claro sobre o propósito da viagem e deixar claro que vai voltar para seu país de origem. “É fundamental que depois da viagem ele não tente mudar o objetivo”, diz Timm.
 
Países como Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e Canadá permitem que o aluno trabalhe legalmente durante o período de intercâmbio. “Trabalhar é uma experiência bacana para quem já tem um nível de inglês porque é possível praticar o idioma em um ambiente real”, afirma Luiza Vianna.
 
ACOMODAÇÃO
Para passar uma temporada fora do país estudando, o aluno tem várias opções que vão desde morar no ambiente escolar, nos alojamentos das instituições, até em casas ou apartamentos divididos com estudantes, como uma república, ou ir para a casa de uma família.
 
“A escolha tem de se adequar melhor à personalidade do aluno. Não é comum ele querer trocar de moradia durante o intercâmbio, mas pode acontecer se as razões forem muito contundentes”, afirma Timm.
 
Para ajudar na escolha da acomodação, vale trocar ideia com outros alunos que já passaram pelos mesmos locais e pesquisar em canais de comunicação específico. A EF, por exemplo, possui uma ferramenta chamada My EF, que funciona como uma espécie de rede social exclusiva para alunos onde é possível conversar com outros intercambistas sobre vários assuntos.
 
Luiza Vianna lembra que as casas de família são as opções mais buscadas, porque são mais baratas, mas nem sempre se adequam a todos os perfis de alunos. “Tem gente que prefere outro tipo de acomodação pois quer se sociabilizar, cozinhar, receber amigos. O brasileiro é ‘apegado’ à questão da hospedagem e enxerga como parte fundamental da experiência.”
 
IDIOMA
Para que o intercâmbio seja eficaz, o estudante deve ser muito honesto em relação ao seu nível de proficiência no idioma e não tente burlar testes online antes do embarque. Invariavelmente ele fará uma avaliação presencial no seu primeiro dia de aula. “Há escolas que não aceitam iniciantes e o pior dos mundos seria um estudante que declarou um nível que não existe chegar em um escola dessa.”
 
Os programas de intercâmbio atendem todos os perfis de alunos, desde iniciante até o avançado. Por isso, basta alinhar o perfil e necessidades.
 
Segundo o diretor da EF, também é importante pesquisar a metodologia da escola e conferir se é atualizada, se agrega tecnologia, por exemplo, e se será eficaz.
 
A EF disponibiliza no site www.efset.org, um teste gratuito que analisar o nível de inglês do candidato do ponto de vista internacional.
 
Fonte: Vanessa Fajardo, G1
 
 

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