Obama promete ajuda de fundação para a expansão de projetos de jovens líderes brasileiros

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Barack Obama é uma “pessoa extremamente humana, extremamente doce e que escuta as pessoas”, Tabata Amaral de Pontes, de 23 anos, momentos após encontrá-lo pessoalmente pela primeira vez, na tarde desta quinta-feira (5), em São Paulo. A ex-aluna de escola pública de São Paulo, que se formou em ciências políticas e astrofísica na Universidade Harvard e hoje trabalha em projetos de educação em uma multinacional, foi uma de 11 jovens brasileiros convidados para um encontro com o ex-presidente americano.
 
Na conversa, Obama fez questão de escutar os jovens um por um, antes de oferecer as contribuições da fundação que leva seu nome para levar os projetos de cada um “para o próximo nível”, disse a jovem.
No encontro cara a cara com Obama, os jovens tiveram que guardar seus telefones, mas, de acordo com Tábata, o clima, que era de tensão e nervosismo antes que ele entrasse no recinto, foi ameno por causa do estilo informal e empático do americano. “Estava todo mundo super nervoso e super feliz e emocionado, e quando ele chegou estava a maior tensão. E ele falou: ‘gente, calma, eu vou até tirar o meu blazer’. Aí ele tirou o blazer, sentou do nosso lado e começou a conversar com a gente.”
 
A conversa teve dois momentos principais, relata a jovem. No primeiro, Obama pediu que cada jovem se apresentasse, contasse um pouco sobre seu trabalho e relatasse os principais desafios que enfrenta para desenvolver seus projetos.
 
Quando chegou sua vez, Tábata diz que enfrenta atualmente dois obstáculos principais: o primeiro é conseguir realmente mobilizar os milhares de voluntários que já conseguiu angariar em seus projetos, incluindo o Mapa Educação, em uma comunidade verdadeira. O segundo é encontrar mais líderes que estão atuando em prol da educação de qualidade para todos os brasileiros, para fortalecer uma rede e poder enfrentar “o ódio e o preconceito” que ela diz ter enfrentado, mesmo sendo iniciante na atuação política.
 
 
Oferta de ajuda em quatro frentes
Segundo a jovem paulistana, Obama ouviu a contribuição de cada um e depois destacou quatro temas com os quais a Fundação Obama está disposta a ajudar. “A primeira coisa que ele falou é que ele queria líderes que já tinham começado um projeto e precisavam levar esse projeto para o próximo nível, então seja escalar, seja aumentar o impacto”, diz ela.
 
Ele afirmou, ainda, que podia ajudar os jovens “com a técnica e as habilidades de levantar financiamento e dar visibilidade para o projeto”.
 
O demais itens listados pelo ex-presidente, segundo Tábata, são os que mais lhe agradaram. “Ele falou das duas coisas que eu tinha pedido, e fiquei muito feliz. Ele disse que pode compartilhar com a gente todas as habilidades dele de organizar comunidades e mobilizar as pessoas e trabalhar com voluntários. E trazer líderes juntos, para que a gente não se sinta sozinho, e para que a gente aprenda uns com os outros.”
 
Expansão da Fundação Obama
Obama ainda disse, segundo o relato de Tábata, que sua fundação vai procurar expandir sua atuação pelo mundo e que procuram “parcerias no Brasil com fundações e universidades para que tenham escritórios-satélites pelo mundo”.
 
Ao final da conversa, Obama voltou a cumprimentar todos os 11 jovens, um de cada vez.
 
“Ele realmente olha nos seus olhos e dá aquele aperto de mão. Ele falou pra mim: ‘olha, você não está sozinha’. Isso fez meu dia. Estou extremamente feliz, grata por essa oportunidade, muito emocionada e muito animada para continuar.” – Tábata Amaral de Pontes
 
Visita de Obama ao Brasil
É a primeira vez que o ex-presidente americano vem ao Brasil desde que deixou a Casa Branca, no começo deste ano.
 
Mais cedo, em um evento, ele afirmou que a Coreia do Norte é um “perigo real” e defendeu a importância de uma diplomacia forte para a paz. Obama também falou sobre a importância de se cultivar a tolerância. Ele destacou que estamos, atualmente, “mais conectados do que nunca”, porém que enfrentamos problemas.
 
“Ficamos mais presos do que nunca a nossa própria bolha, não desafiamos as nossas próprias premissas. Tudo o que tudo a gente vê e lê é aquilo que o algoritmo diz que deveríamos ler. Ficamos seguros em nossas crenças e filtramos as informações que não estão de acordo com a nossa opinião”, observou. “Temos que ouvir aqueles com quem não concordamos”, ressaltou
 
Fonte: G1/ Globo

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